Responsável da Habitação critica preços praticados por imobiliárias
| Foto Angop |
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| Vice-presidente do Instituto Nacional da Habitação, Joaquim Silvestre |
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Luanda, 07/12 - O vice-presidente do Instituto Nacional da Habitação, Joaquim Silvestre, criticou hoje, sexta-feira, em Luanda, o preço especulativo praticado por algumas imobiliárias, que colocam as camadas mais desfavorecidas sem grandes hipóteses de se candidatar à compra ou arrendamento de uma habitação.
Segundo o arquitecto, enquanto o estado tem direccionado os seus esforços na procura de soluções que visam atenuar a situação de alojamento da população mais carente, o sector empresarial, incluindo o cooperativismo, tem procurado alinhar o objecto social à prossecução do lucro.
Joaquim Silvestre falava na abertura do encontro entre a cooporativa angolana Lar do Patriota e a Confederação das Cooperativas de Vivendas de Espanha realizado hoje em Luanda.
Ressaltou a necessidade do Estado estabelecer normas e regulamentos de acção sobre os preço praticados pelas imobiliárias por considerar ser um exagero as que chegam a cobrar cerca de um milhão de dólares por um imóvel.
Sublinhou que outro factor para a redução dos custos das habitações no país será a activação das empresas de material de construção pelo Governo, através do Ministério das Obras Públicas e a concessão de terrenos urbanizados aos cidadãos.
Presentemente, recordou, foi aprovada a Lei de Base de Fomento Habitacional que se refere a criação do Fundo de Fomento habitacional, um instrumento que na óptica do arquitecto, vai facilitar os cidadãos na aquisição de uma casa.
Questionado sobre o surgimento no país, principalmente em Luanda, de bairros sem infra-estruturas de saneamento básico, esclareceu que o Governo aprovou um programa de melhoramento de musseques.
Nesta senda, apelou à população para deixar de construir habitações de forma espontânea e a dirigirem-se as administrações para a cedência de terreno, sempre que tiverem necessidade de construir uma moradia.
O encontro entre a cooperativa angolana Lar do Patriota e a Confederação das Cooperativas das Vivendas de Espanha visou à assinatura de um memorando de entendimento de ajuda mútua e assistência técnica
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